Rodopia no âmago, machuca o coração...
Atiça sensações guardadas no esquecimento
que vêm à tona com força de aluvião,
escorrem como límpidas cachoeiras
formando correntezas
que deságuam num mar de ilusão...
Lava a alma que límpida e leve
envolvida em sutil sensação
flutua no ar como se estivesse num salão...
Gira...gira... gira... num céu encantado
e no último acorde, desperta trêmula
desprendendo-se qual flor machucada
caindo murcha nos bosques do coração.
(agosto 2006)
quinta-feira, 28 de outubro de 2010
segunda-feira, 12 de julho de 2010
O MEU CORAÇÃO FICA TAO APERTADO.
QUANDO ESSA ÂNSIA ME CONSOME; QUANDO AS COISAS SAEM DIFERENTE DO QUÊ PLANEJEI; QUANDO NÃO TENHO VOCÊ AO MEU LADO QUANDO SINTO QUE VOU PERDER VOCÊ QUANDO ME SINTO IMPOTENTE E VULNERÁVEL; QUANDO NÃO OUÇO A TUA VOZ; QUANDO NÃO SEI O DIA EM QUE VOU TE VER NOVAMENTE; QUANDO NÃO POSSO ME PERDER NO SEU SORRISO E NO SEU OLHAR;
QUANDO NÃO SINTO O CALOR DOS SEUS BRAÇOS E O SABOR DOS SEUS BEIJOS;
QUANDO SONHO COM VOCÊ E DEPOIS ACORDO SOZINHA QUANDO AS HORAS AO SEU LADO PARECEM SE ARRASTAR; QUANDO O QUE SÓ ME RESTA É O SEU PERFUME QUE ME EMBRIAGA DURANTE A NOITE, E QUANDO...
PRINCIPALMENTE, QUANDO VOCÊ NÃO SAI DO MEU PENSAMENTO, POR MAIS QUE EU QUEIRA E ME ESFORCE PARA ISSO.
MAS É O MEU CORAÇÃO; A MINHA ALMA QUE IMPLORA POR SUA PRESENCIA
terça-feira, 5 de janeiro de 2010

Eu adoraria
Amar novamente,
como uma inocente criança q abre um novo presente...
pra beijar, abraçar...
mas com carinho,
apoiado em todos os sentidos do corpo, da alma, dos astros...
respirar fundo e ouvir a respiração do outro,
em meio a compassadas batidas de dois corações...
que de tão próximos, não se possa saber qual bate mais rápido e mais calmo,
como num rio q percorre seus caminhos...
de forma nem curta e nem longa demais,
mas de uma forma verdadeira e inteira...
e calma...
tranqüila...
longas risadas intimas...
usufruir da maior liberdade q existe...
a liberdade de estar completamente vivo e inteiro...
compartilhar de desventuras, aventuras, conquistas e sonhos...
ser feliz...
e talvez não todo o dia...
mas cada vez q olhar para o outro...
ser feliz... sempre, sempre, sempre...

Eu quero
Quero ser o mais feliz de todos os seres
Ser a água que corre
No leito do rio
Que desce as corredeiras
A encosta da montanha
Ser a terra que semeia
Que nos firma o passo
Que sustem as casas
Ser o ar que respiro
Onde voam os pássaros
Onde segue impressionantes máquinas flutuantes
Pipas, cafifas multicores
Em meio a nuvens;
Ser o fogo que aquece
Que transforma pedra bruta
Em lindo colar
Lareiras românticas, dosadas de bom vinho
Quero ser eu, dotado de tantos sonhos
De tantas percepções de vida fiel
Quero sorrir como agora
Ao lembrar de tudo o que há de belo
E de meus amigos e amores ao meu lado
Desfrutando de toda essa contemplação
Da simplicidade de ser feliz

Tuas mãos
Lembro das covinhas e cada curva de tuas mãos
Que um dia me conduziram a você
Você chegou a mim,
Me deu a mão
E ali estavam elas...
Covinhas, que não me saem da memória;
Mãos delicadas
Como as que de uma criança
Porém, de palmas ásperas, de luta e força,
Que precisaram fazer pela dura vida,
Te deixando ainda mais indefesa
Que teus olhos a denunciar...
Essas mãos onde me aconcheguei
E que por muito, me acarinharam...
Valeram-me o sonho...
Velaram-me o sono...
Correram sobre todo o meu corpo
Cada centímetro vasculhado
Por tatos curiosos e consentidos
Por intimidade
Como se ali fosse tudo teu
E de tuas mãos...
Fixaram tua força em mim
Ganharam minha alma...
Suas mãos que um dia me fizeram sua
Com a mesma delicadeza de sua existência
Hoje batem palmas ao mundo...
E que sigam, seu apontado destino;
E que toquem, como me tocaram um dia...
Pois elas em mim,
Ficarão para...
Sempre... Sempre... Sempre...
segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Tu que de mil mesuras me condenas
A tantos castigos e dor sem fim.
Oh rei que sem saber
Tanto comandas minha vontade,
Acalentas tanta alegria e tristeza em mim.
Quantas horas passadas sem dormir.
Quantas horas mais meu senhor?
Sem saber o que pensar
Penso apenas pensar mal assim.
Meu pensamento não tem vontade
Voa para longe de mim.
Em qual lonjura se encontra agora?
Que eu não sei onde o perdi.
Meu rei e meu senhor
Onde e quando terá fim?
Não me reconheço neste pranto
Que nunca outrora em mim parou
Penso que será do sono
Que o senhor meu rei me levou.
Meu rei me embala em melodias doces
E para mim tem sabor a fel.
Queria eu a paz que tivera antes!
A saudade que tenho em mim
De um momento sem ter que esquecer
O quanto eu sofro assim!

Efémera melodia me trazes
Leve brisa suave
Que segredos escondes colhidos
Em mares nunca navegados.
Enquanto sopravam tormentas
Em tantos caminhos e encruzilhadas
Que lembra demónios pelando
Pela alma dos condenados.
Brisa fresca matutina,
Áurea rósea imaculada.
Tão bela!
Tão perfumada,
Fosses tu mais bravia
E eu seria arrastada.
Deixam marcas geladas
Essas carícias em meu regaço
E eu sonho com chama ardente
Que sempre cuidei em não sentir,
Mas fora tanta a promessa!
Tanta e tão bem enlaçada
Que descurei no prevenir
E acabei enregelada.
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